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Países da CPLP debatem o agronegócio – Deutsch Welle

Conversei com a Deutsch Welle sobre os riscos gerados pela transnacionalização do agronegócio brasileiro para outros países em desenvolvimento (em especial a sojicultura, que é contemplada pelo Programa ProSavana de cooperação trilateral entre os governos de Brasil, Japão e Moçambique):

Mas, para além dos números de crescimento e experiências positivas na agricultura brasileira, é preciso avaliar com cautela as iniciativas de cooperação com outros países. Felipe Amin Filomeno, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e doutor em Sociologia pela Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, apresenta no simpósio uma pesquisa sobre a cooperação entre Brasil e Moçambique, especialmente o projeto agrícola ProSavana, atualmente em fase de implementação, que, juntamente com esses dois países, conta com a participação do Japão.

“O que eu tenho pesquisado como antecedente histórico ao ProSavana é o caso do Paraguai, que, assim como Moçambique, é um país menos desenvolvido que o Brasil, e que recebeu desde os anos 1960, progressivamente, uma onda de transnacionalização do agronegócio brasileiro”, conta Filomeno.

“Eram programas de cooperação que envolviam tanto a agricultura familiar quanto o agronegócio em larga escala, naquela expectativa oficial de que as duas coisas fossem caminhar lado a lado, mas, na prática, o agronegócio acaba se expandindo em detrimento da agricultura familiar, então, há o medo da gente estar exportando esse modelo para Moçambique”, explica o professor da UFSC.

Outro ponto que gera preocupação é o modelo brasileiro de agronegócio industrializado, com uso intensivo de agroquímicos. O Brasil consome cerca de 14 agrotóxicos proibidos no mundo e é o maior consumidor desse tipo de produto. De acordo com Felipe Filomeno, o Fundo Nacala para investimentos privados, alinhado ao ProSavana, tem como medida de apoio à agricultura familiar moçambicana o acesso mais barato à pesticidas.

“Em relação ao uso do agrotóxicos, não encontrei até agora nos documentos do ProSavana uma política específica de estímulo à agricultura orgânica ou à agricultura agroecológica”, diz.

Para acessar a reportagem completa, clique aqui.

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